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Quarta-feira, Agosto 31, 2005
Só pra não abandonar o blog de vez. Thi, eu te amo. Postado às 22:04 Críticas e Sugestões Sexta-feira, Agosto 26, 2005 Puxa, acho que nunca fiquei tanto tempo assim sem postar, mas esse semestre vai ser pauleira. Acabei de voltar de Salvador (pra ter noção, meu vôo era as 10 da noite e eu fui pisar na areia às 8 da noite, só pra não dizer que vim sem passar na praia) onde gravei uma série de documentários para o meu TCC e graças a Deus correu tudo muito bem. Voltei com as olheiras mais fundas do que o normal, mas faz parte. Chegando aqui, pauleira intensa: decupagem das fitas, novas sonoras pra gravar etc. Mas é isso aí. Ontem foi dia de Complicada & Perfeitinha no Judão, e como eu achei que o meu texto tava muito blog resolvi botá-lo aqui também. Dêem uma lidinha, já que os últimos acontecimentos estão nela, e antes que perguntem está tudo bem comigo, tá?! beijos a todos e degustem o Complicada &... dessa semana Complicada & Perfeitinha: Violência não! É desumano viver dessa maneira. =[ A minha coluna dessa semana tinha um tema totalmente diferente do que vai ter. Na verdade, ela já estava praticamente pronta, mas os acontecimentos de ontem à noite me fizeram mudar de idéia sobre o Complicada & Perfeitinha de hoje. Estávamos eu e Borbs saindo da casa dele, no Tatuapé, em direção à minha, no Jaçanã. Passávamos pela Radial Leste (enorme avenida de São Paulo, que liga o Bronx --também conhecido como Zona Leste ou ZL para os íntimos-- à parte civilizada da cidade) e eu peguei o acesso para outra grande avenida, a Salim Farah Maluf. Estávamos nós passando pelo bendito acesso, quando passa um moleque subindo a rua desabalado, seguido de outro que também corria assaz. Mas esse se jogou na frente do meu carro e levantou a mão. As coisas aconteceram muito rapidamente e eu não pude ver direito o que foi, mas ouvi um barulho forte, que pensei ser um tiro (bem na direção do Borbs). Automaticamente olhei pra ele, que me disse: --- Calma Tay. Não pára o carro. Quebrou aqui, mas continua. Na hora nem me ocorreu o que seria o tal "aqui" a que ele se referia. Alguns segundos depois pude notar que meu limpador de pára-brisa tinha ido pro saco (é amiguinhos, estava chovendo!) e que o vidro estava com uma bela de uma marca. Logo que entrei na Salim Farah Maluf (lembram que eu estava pegando o acesso pra essa avenida?!) vi que um motoqueiro tinha acabado de ser assaltado. Muito provavelmente pelos dois moleques que corriam e me "atacaram". Só pra constar, eles subiam por uma rua que era contramão e que daria em uma quase high-way, também na contramão, inviabilizando a perseguição, mesmo para uma moto. Muito pra frente do ocorrido, paramos pra ver o que tinha acontecido de fato com o carro. Tirando o limpador de pára-brisa e a marca no vidro, tava tudo certo. E pelo que pudemos notar do que sobrou do braço do limpador, tinha sido uma pedra. Por sorte o vidro não quebrou (talvez pelo fato da pedrada ter desviado no limpador) e a tal pedra não pegou na lataria do Hermes. Mas fiquei muito chocada e assustada, sem entender o porquê daquela violência gratuita e então caí no choro. Tá. Podem dizer que é bobagem, frescura ou sei lá o quê, mas foi a reação que eu tive e afinal de contas cada um tem a sua maneira de reagir às situações em que está sob pressão. Fui chorando o resto do trajeto (que era longo, por sinal) até chegar na minha casa. Algo muito mais grave poderia ter acontecido. E foi bem em cima da pessoa que eu mais amo nesse mundo. E se tivesse pegado nele? Eu não aguento mais essa cidade. Não aguento mais essa violência, a poluição, a falta de solidariedade, a barulheira etc. etc. etc. Todo mundo gosta de falar que o Rio é violento e coisa e tal, mas e aqui, cáspita? Temos tranqüilidade, sossego, qualidade de vida ou algo que o valha? Não. Sei que isso é um mal generalizado, que faz parte da vida de todas as capitais (meu tio sofreu um seqüestro-relâmpago semana passada, chegando em Salvador), mas o que sei é que eu não aguento mais isso. Não é saudável, não faz bem viver assim, sob tensão o tempo todo. A gente acaba surtando. E a qualidade de vida vai parar onde? Faz tempo que eu quero sair daqui. Já pensei em me mudar para o Rio e sempre ouvia "Ah, mas lá é muito violento". Isso como se aqui fosse o portal do paraíso. Lá tem violência sim, mas tem gente de bem com a vida, tem uma paisagem fantástica que desestressa qualquer um. Coisa que aqui não tem. Salvador também já esteve cotada, embora tenha sido quase descartada porque o meu campo de trabalho é muito restrito lá. Ultimamente tenho pensado muito em me mudar pra BH (tenho uma coisa com Minas Gerais que nem eu mesma consigo explicar, mas isso fica pra uma outra coluna). O que eu sei é que não quero mais morar aqui. Não aguento mais. Quero e preciso sair daqui. Sei que o texto de hoje tá meio blog, meio desabafo, mas é o melhor que eu pude arranjar. Achei que não tinha cabimento escrever sobre um outro assunto (seja lá qual for) sendo que acabei de passar por isso, que mexeu comigo e me deixou ainda mais convicta da minha certeza de sair daqui. Não cabe a mim julgar os fatores que levam seres-humanos a agirem como bichos. A viver como se estivéssemos sob a lei da selva. Mas as armas que eu tenho eu uso. Voto sempre e conscientemente. Os deputados e vereadores que recebem o meu voto não são meus amigos, vizinhos, nem parentes de namorado e muito menos patrões da minha prima. Me lembro muito bem quem foram as pessoas que eu ajudei a eleger (até mesmo para poder cobrar suas ações depois!). São sempre políticos dos quais eu tinha conhecimento prévio de seus trabalhos e fizeram por merecer o meu tão precioso voto. [PAUSA] Noto que as pessoas, em geral, não tem noção da importância do voto legislativo e acabam brincando na urna. No fim das contas os vereadores e deputados têm mais poder do que o prefeito, o governador e o presidente. E o pior é que 99% das pessoas votam na 1º candidato que indicam, pra uma semana depois não saber nem em quem foi. [/DESPAUSA] Além do meu voto, eu participo ativamente com o que acontece na sociedade. Boto sempre a boca no mundo quando algo me desagrada (seja escrevendo ou falando), faço trabalhos voluntários desde 1996 e acredito que cumpro a minha parte perante a sociedade. Até por isso me sinto no direito de dizer que não agüento mais. Tá foda viver dessa maneira. Parece que tô lutando sozinha contra um inimigo muito mais forte e que me demosntra o tempo todo a minha impotência. Não vou ficar aqui falando do meu posicionamento político, porque sei que não tem nada a ver com a proposta do Judão, mas expresso pra vocês a minha indignação perante a estupidez humana que nos assola e que se converte em violência. Enfim, prometo pra semana que vem uma coluna mais leve e digestiva. Já não chega a violência que a gente vive fora daqui... Hasta la vista. Bjin, bjin e Tay, Tay! Postado às 10:43 Críticas e Sugestões | ||||||||